Até a última gota – ELLE Brasil
CONTEÚDO APRESENTADO POR YSL BEAUTÉ
Liberdade e intensidade. A Yves Saint Laurent Beauté tratou de formatar um novo resultado que celebra justamente esses dois traços poderosos da marca. É lançado neste mês o mais novo perfume da lar, o Libre Eau de Parfum Intense, que amplia a franquia Libre, da Saint Laurent, inaugurada no ano pretérito — com o já muito muito recebido Libre Eau de Parfum.
O Libre Eau de Parfum Intense, porquê o próprio nome diz, vem com ainda mais força. Trata-se de uma fragrância elaborada para quem não tem susto de ir ao extremo, romper com os limites e deixar a sua marca bastante presente. “Para quem faz o que quer e ousa ser exatamente quem é”, são as palavras escolhidas pela maison para apresentar a novidade, que conta com a cantora Dua Lipa porquê embaixadora internacional e a atriz Marina Ruy Barbosa, porquê porta-voz pátrio.
E, para entender melhor esse DNA tão libertário e intenso da marca, é preciso de um pouco de história. Em 1966, Yves Saint Laurent comemorava cinco anos de marca homônima e sua cabeça fervia com inspirações. Ele carregava a imagem corajosa de Marlene Dietrich na memória e um libido possante de transportar o espírito androginóide da atriz alemã para uma silhueta eterna, atemporal, e que ao mesmo tempo fosse marcada por um ar de juventude e de sensualidade. Com essa mistura, ele procurava conceber qualquer outro tipo de feminilidade, uma adequada à sua clientela de mulheres seguras, confiantes, poderosas… Nascia, assim, o Le Smoking.
Mulheres já até usavam calças, nesse período, mas um padrão de smoking completo feminino era ainda bastante chocante. O look não caminhava tranquilamente nas ruas ou era muito muito recebido em ambientes formais — esperava-se de uma mulher que usasse vestido ou saia, zero ou por outra. Não à toa, Nan Kempner, famosa socialite estadunidense, foi barrada na porta do restaurante La Côte Basque, em Novidade York, quando vestiu o tal modelito de Saint Laurent, em 1968.
Mas, porquê já dissemos, Saint Laurent desenhava para mulheres modernas e irreverentes. Kempner, por exemplo, não pensou duas vezes em tal incidente: tratou de tirar as calças, fez da segmento de cima, o paletó, um microvestido, entrou no restaurante com as pernas à mostra e foi jantar. Outras grandes poderosas viriam a se gostar pelo Le Smoking, colocando-o em suas vidas e ajudando a fazer história. Estão nessa lista nomes porquê o de Betty Catroux, Bianca Jagger, Catherine Deneuve, Françoise Hardy, Lauren Bacall e Liza Minelli.
O Le Smoking não só mudou o curso da voga, porquê também a imagem que se entende por feminina. Tanto, que a grande sátira de voga, Suzy Menkes, escreveu para o jornal International Herald Tribune que o padrão foi “uma provocação sexual, dirigido à mulher que desejava ter outro tipo de papel na sociedade”. Em resumo, Saint Laurent e as mulheres que ele vestia, sempre tão livres e corajosas, mostraram ao mundo que com uma pitada de intensidade se faz verdadeiras revoluções.
O Libre Intense segue justamente esse espírito de intensidade e pode ser facilmente reconhecido pela tonalidade de seu suco, uma referência ao queimada e o ouro. O novo perfume foi concebido em Novidade York, pelos mestres perfumistas Anne Flipo e Carlos Benaïm. Flipo é conhecida por sua expertise com ingredientes naturais, enquanto que Benaïm é bastante admirado pelas habilidades técnicas. A teoria da dupla foi a de questionar o que é tradicional desde a formação. E, por isso, misturaram nessa fragrância ingredientes que convencionalmente estão presentes em perfumes só masculinos ou só femininos.
As notas da clássica família olfativa fougère, além do uso do vetiver, que adiciona um toque de fumaça e madeira foram os responsáveis por dar peso ao todo. O contraponto, no entanto, está na base personalizada de coração de lavanda diva gaulês (individual da Yves Saint Laurent Beauté), flor de laranjeira marroquina e baunilha malgache. A fragrância é floral, mas de longa duração.
O frasco segue o padrão icônico do Libre tradicional, inspirado em algumas das assinaturas mais marcantes de Yves Saint Laurent. Estão ali o formato dissonante da tampa, que lembra os cortes provocadores dos vestidos do couturier, além do contraste entre o preto e o dourado, as cores bases da maison, e os detalhes das correntes, que equilibram elegância e sensualidade. Tudo, com o tradicionalíssimo logo Cassandra — as siglas YSL do rabino, que são chamadas assim por terem sido desenhadas pelo designer franco-ucraniano Adolph Mouron Cassandre e que estão na bolsa superdesejada da lar. Leste logo tão marcante abraça o vidro do perfume, pela base, na lateral.
Quando desenhou o Le Smoking, Saint Laurent aproveitou para declarar ao mundo que “a voga muda, mas o estilo é para sempre”. E é verosímil vislumbrar oriente pedaço da história, ao se visitar o Museu Yves Saint Laurent, na Instalação Pierre Bergé, em Paris, onde o conjunto está exposto. Mas também é verosímil viver um pouco desse desse grito de liberdade, até a última pinga, com o Libre Eau de Parfum Intense.
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